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Melhor Amiga Procura-se

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Praxes?! Sim, por favor…

Agora que começou mais um ano lectivo o tema das praxes, voltou à baila. Muito podia eu aqui argumentar sobre elas, mas vou fazer algo diferente, vou dar o meu depoimento e daí tirem as vossas conclusões.

Quando entrei para universidade, fui para uma cidade nova, onde não conhecia ninguém. Entrei na segunda fase, onde já existiam grupinhos e eu pensava que nos primeiros dias me ia sentir perdida. Estava redondamente enganada, pois assim que cheguei os “doutores” foram ter comigo e além de ajudarem a encontrar casa com uma colega de curso, também caloira, ainda me apresentaram os meus colegas todos e a escola. Pensei, uffa já não vou andar perdida à procura das salas, do bar, etc.

Estava com medo do que aí vinha, ser caloira, ser praxada, logo eu que era a timidez em pessoa para essas coisas. Começaram as praxes e vi que não havia razões para ter medo, mas sim para me deixar levar e aproveitar, pois só se é caloira uma vez.

As minhas praxes passaram muito por cantorias, onde existiam rivalidades boas entre os vários cursos, fizemos jogos tradicionais, peddy -paper para conhecer a cidade (que se não fosse assim, haviam lugares que eu não chegava a conhecer), andei de pijama pela cidade, etc. Acima de tudo diverti-me muito, mas mesmo muito… Se alguma vez me senti humilhada?! Nunca… Mas o que para mim não é humilhante para outras pessoas pode ser…

Eu gostava de andar de cara pintada, pois sei que fazia parte do meu estatuto de “caloira” e por ter vivido o que vivi é que me enchi de orgulho ao vestir o traje pela primeira vez. Se existam em eu beber?! claro que sim, o álcool faz parte da vida académica. Mas se eu bebi?! não… Muitas vezes molhava apenas os lábios (isto no máximo). Não faz parte de mim beber álcool e não eram eles que iam mudar isso, mas eles percebiam.

Um dia um “doutor” disse-me: “aproveitem, pois este ano passa a correr e toda a gente se esforça para os conhecer e ajudar, para o ano as coisas já não vão ser assim”. Ele tinha razão, mas felizmente soube aproveitar e acima de tudo quando chegou a minha vez de ser “doutora” esforcei por dar o apoio que me foi dado e sempre com boa disposição e alegria.

Sei que há abusos e nem todas as praxes são como as que eu passei, mas gostava que todos passem pelo que eu passei e tivessem as boas recordações que eu tenho. Só quero deixar uma nota, as praxes não são obrigatórias e se alguém achar que estão a ser um abuso, pode desistir a qualquer momento. Não temos que ser praxados, porque os outros são, temos é que nos sentir bem.

 

 

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